Após nove anos, completados no sábado 20, o Bolsa Família tornou-se um programa social aclamado no mundo. A quase totalidade dos preconceitos e mitos que alimentavam a oposição à sua existência foi desmentida pelos fatos. O programa não colocou sob o cabresto de Lula e do PT o voto dos eleitores mais pobres. Como é depositado direto em uma conta do cadastrado, ele eliminou a intermediação que sustentava os coronéis locais nos quatro cantos do País. Não fez vicejar uma geração de preguiçosos e vagabundos dispostos a trocar um emprego pelo benefício mensal que varia de 32 a 306 reais. Não transformou as mulheres em parideiras, prontas a colocar filhos no mundo em troca dos caraminguás ofertados pelo governo. A taxa de natalidade das beneficiárias está em queda, como acontece entre as demais mulheres. Muito menos desvinculou o benefício de metas escolares. Ao contrário. Os dados mostram que o controle tornou-se mais eficiente. A frequência das crianças beneficiadas pelo Bolsa é de 95,5%. A taxa de aprovação supera a da média dos alunos da rede pública (80% a 75%). A evasão escolar é 50% menor.
Desmistificação. Nove anos depois, os fatos derrubaram os preconceitos contra o programa. Foto: Bruno Spada/MDS
Integrante da equipe que montou o programa em 2003, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, fala a seguir do êxito do Bolsa Família e vai além. Segundo ela, o cadastro único originado pela inclusão dos beneficiados, que permitiu a elaboração do mapa da pobreza, tem sido responsável por uma verdadeira reforma do Estado brasileiro. “A partir das inúmeras informações que o cadastro único gera, estamos reorganizando a oferta de serviços públicos no País. Teremos um Estado mais efetivo, mais eficiente no atendimento às demandas, principalmente da população mais necessitada.”
CartaCapital: O Bolsa Família completa nove anos. O que fez dele um programa social tão bem-sucedido?
Tereza Campello: Até então, o Brasil de nunca tinha tido um programa de transferência renda com o objetivo de aliviar a pobreza e se constituir como parte da rede de proteção social não contributiva do Brasil. O que havia antes eram vários pequenos programas de transferência vinculados a objetivos específicos. Tinha, por exemplo, o Vale-Gás, de apenas 7 reais, concedido a uma pequena parcela dos brasileiros, para auxiliar na compra de gás de cozinha. Tinha o Bolsa Alimentação, de compra de leite, e o Bolsa Escola. No governo Lula, simplificamos as coisas. Em vez de vários programas fragmentados, o que dificultava inclusive o entendimento dos beneficiários, pois um vizinho recebia o Vale-Gás, o outro o Bolsa Alimentação e um terceiro o Bolsa Escola, unimos todos em um só. Adotamos o critério da impessoalidade. Os beneficiários recebem o dinheiro diretamente em uma conta, usam o cartão. Não há intermediários. E o alcance passou a ser muito maior. Quando se juntavam todos os programas anteriores ao governo Lula, a soma de beneficiados era de 4 milhões de famílias. Hoje chegamos a 13 milhões. Um em cada quatro brasileiros recebe o Bolsa Família.
CC: Os críticos dizem que o programa transfere renda sem cobrar, por exemplo, a frequência na escola.
TC: Não é verdade. Foi após a criação do Bolsa Família e o surgimento do cadastro único que o governo passou a ter de fato um controle das condicionalidades. Antes se sabia, no máximo, se a criança estava, por exemplo, matriculada na escola. Atualmente, controlamos a frequência escolar de 15 milhões de estudantes. Os alunos cujas famílias estão no programa têm frequência acima da média dos demais estudantes da rede pública de ensino. No caso de quem recebe o Bolsa, a frequência atinge 95,5%. Dos menos de 5% cuja frequência não é regular, perto de 30% têm motivos: geralmente, as crianças ficaram doentes por um período ou a família mudou de endereço e não conseguiu vaga na escola. No restante dos casos em que não há justificativa, trabalhamos para que as crianças voltem a frequentar a sala de aula. Perceba: os beneficiários do Bolsa Família vivem em famílias extremamente pobres, com indicadores infinitamente piores do que aqueles do restante da população. Outro dado: a evasão escolar entre quem recebe o benefício é 50% menor do que a média. Sabe por quê?
CC: Imagino.
TC: As mães não deixam as crianças faltar. Os jovens sentem o peso da perda do benefício, caso abandonem a escola e a família deixe de receber o Bolsa Família. Pensam duas vezes antes de largar os estudos. As crianças do programa também têm um índice de vacinação maior. Todos os indicadores mostram que o programa tem sido e continuará sendo fundamental para o rompimento do ciclo de pobreza entre gerações. Os filhos não estarão destinados a ser extremamente pobres só pelo fato de seus pais o serem. Teremos crianças mais educadas, mais bem alimentadas, mais amparadas.
“O cadastro permitiu traçar o mapa da pobreza. Com ele, podemos levar os serviços públicos aos mais carentes”. Foto: Isadora Pamplona
CC: O governo esperava o efeito macroeconômico do Bolsa Família, um dos fatores responsáveis pela expansão recente da economia brasileira?
TC: Imaginávamos um efeito nas economias locais, um impacto microeconômico, digamos. Mas os efeitos gerais sobre a economia nacional, não. Esse efeito, aliás, ainda merece mais estudos acadêmicos. Sabemos que cada real repassado pelo Bolsa Família gera 1,44 real para a economia. Isso demole, portanto, a tese de que o programa é um desperdício de dinheiro, um gasto despropositado. O Bolsa possibilitou ao Brasil criar um colchão de renda permanente que nos impede de chegar ao fundo do poço em momentos de crise. São 50 milhões de brasileiros que continuam a comprar arroz, feijão, roupas…
CC: Havia quem não confiasse na capacidade dos beneficiários de gerir o próprio dinheiro, não?
TC: Sim, mesmo no governo. Mas prevaleceu a noção, inclusive determinada pelo presidente Lula, de permitir a completa autonomia das famílias. Para alguns, o dinheiro só poderia ser usado para comprar comida. Para outros, seria necessário criar um exército de servidores públicos para controlar o gasto dos pobres. É o velho preconceito. Caso eu receba um dinheiro a mais, vou gastar de forma irresponsável ou vou tentar poupar? Se qualquer um na classe média raciocina assim, por que seria diferente com os mais pobres?
CC: Sem falar na tese de que as mulheres teriam mais filhos para receber mais benefícios.
TC: Quanto alguém da classe média aceitaria receber para ter um filho a mais? Alguém imagina que 30 reais seria suficiente para as pessoas saírem por aí fazendo crianças? A decisão de transferir o dinheiro diretamente aos beneficiados, sem intermediário, foi fundamental. Assim como a parceria com os municípios. Sem os acordos com as prefeituras, o Bolsa Família não teria chegado aonde chegou, em todos os cantos do País. Outro ponto: prefeitos de todos os partidos se engajaram no projeto. Os convênios não foram firmados apenas com os representantes da base aliada.
CC: O programa atingiu seu limite ou ainda há muitas famílias a ser incluídas?
TC: No máximo, 500 mil famílias, o que dá cerca de 2 milhões de brasileiros.
CC: Outros países adotam programas de transferência de renda por tempo determinado. No Brasil, alguns especialistas cobram a criação de “portas de saída”. Por quantos anos mais o Bolsa Família será necessário?
TC: No momento, nosso esforço é para incluir famílias, não para excluí-las. O Brasil cresce menos neste momento, mas não está estagnado. Continua a gerar oportunidades para quem tem educação superior, para os de nível médio e para aqueles de baixa escolaridade. Continuamos a criar 1,5 milhão de empregos por ano. Em um país estagnado, como foi o nosso caso em passado recente, qual é a porta de saída para os mais pobres? Nações que adotam programas de tempo determinado optam pelo quê? As famílias terão chance de receber uma renda por um prazo. Se até lá não conseguirem se incluir, voltarão para a miséria. O Brasil acertou ao adotar um programa de tempo indeterminado. A população miserável do nosso país foi excluída durante séculos. Não teve chance de receber educação, de se alimentar. Uma criança desnutrida, com verminose, sem estímulos educacionais, tem sua vida adulta condenada, com baixa capacidade de desenvolvimento, mesmo se ela tentar estudar depois. Outra informação importante: metade dos beneficiários do Bolsa Família tem menos de 18 anos. Qual a “porta de saída” para esse público? Certamente, não está no mercado de trabalho. Está na sala de aula. De qualquer forma, fazemos um enorme esforço de qualificação profissional. Por meio do Brasil Sem Miséria, oferecemos cursos profissionalizantes do Pronatec. Temos quase 500 mil vagas para a população de baixa renda.
Bons alunos. A taxa de aprovação dos beneficiários é maior do que a mediana dos estudantes do ensino público. Foto: Celso Júnior/AE
CC: E arrumar um emprego não significa sair da miséria.
TC: Muita gente acredita que os mais pobres não trabalham. Este não é o problema. Em geral, eles conseguem vagas de trabalho precário. Ficam dois, três meses, e depois são dispensados. É comum na construção civil, por exemplo. A obra acaba e o sujeito fica sem emprego. Dos adultos do Bolsa Família, 72% trabalham. A “empregabilidade” é praticamente igual à da população em faixa de renda similar que está fora do programa. É outro mito derrubado. O Bolsa Família não desencadeou, como muitos acreditavam, o tal efeito preguiça.
CC: O Brasil tem dado muitas consultorias a delegações estrangeiras. O que mais os países querem aprender com a experiência do Bolsa Família?
TC: Muitas coisas. Mas eu diria que a nossa grande tecnologia é o cadastro único de beneficiados. Por meio dele foi possível traçar um mapa da pobreza no País. Tenho dito que o Bolsa Família, por meio do cadastro único, possibilita uma verdadeira reforma do Estado brasileiro. C: Como assim?
TC: Parte da esquerda rejeita qualquer discussão sobre a reforma do Estado, por associá-la a uma bandeira do neoliberalismo. Como se representasse a defesa de um Estado mínimo. Não é disso que falo. Defendo um Estado mais efetivo, mais eficiente no cumprimento da demanda da maioria da população. O cadastro único nos permite reorganizar a oferta de serviços públicos. Todo mundo quer mais creches, certo? Mas imagine se o governo federal se limitar a repassar os recursos. Em que lugares haverá ampliação das creches? Provavelmente, nas cidades mais ricas e nos bairros mais bem localizados. Dessa forma, não se consegue que os equipamentos públicos, uma unidade de saúde, uma escola, uma creche, sejam instalados nas localidades em que vivem os mais pobres.
CC: O Estado acaba por reforçar as desigualdades, certo?
TC: Sim. A ideia tem sido usar o cadastro único para reordenar essa oferta de serviços públicos, de várias formas. Dou um exemplo: cruzamos o cadastro do Bolsa com aquele das escolas e das matrículas no Brasil. Levantamos todas as unidades que têm mais de 50% dos estudantes entre os beneficiários do programa. Partimos do princípio de que uma escola com 50% de alunos no Bolsa Família fica em um bairro pobre e a outra metade dos alunos também é pobre. Ao todo, são 60 mil estabelecimentos no País. Separamos aquelas com condições de oferecer ensino em tempo integral. Para isso, a escola precisa de quadra de esportes, horários disponíveis, espaço etc… Metade tem condições. Com essa informação, procuramos cada um dos prefeitos. Perguntamos o motivo de a escola não promover mais educação e nos oferecemos para ajudar. O objetivo é induzir a ampliação da oferta de educação nos bairros mais pobres e, em geral, mais violentos. A experiência tem sido interessante. Hoje há oferta de cursos de fotografia, de judô, de caratê, de teatro, de música… A escola vira um espaço de participação e de vida comunitária para todos, principalmente para a juventude. O mesmo tem acontecido na saúde.
CC: De que maneira?
TC: A presidenta Dilma Rousseff definiu e conseguiu aprovar nas várias instâncias do Sistema Único de Saúde que as unidades de pronto-atendimento seriam construídas prioritariamente nas regiões localizadas no mapa da pobreza. As UPSs vão ser erguidas principalmente nos bairros mais pobres, onde se concentra a população de mais baixa renda. O mesmo se dará com os centros de referência de assistência social. O objetivo do SUS continua a ser a universalização da saúde e tem tudo a ver com esse propósito de levar os serviços justamente às populações mais carentes. Ninguém imaginava que o Bolsa Família iria se tornar a grande plataforma de hoje. À medida que as famílias entram no programa, seus dados ingressam no cadastro único. E o poder público acessa informações sobre esses brasileiros antes inimagináveis. Sabemos se a família é cigana, quilombola, de comunidade de terreiro, se é indígena. Há informações sobre o total de habitantes de uma determinada comunidade, o nível de escolaridade, aptidões, onde os beneficiários trabalharam. Isso já alterou a forma como o Estado brasileiro trabalhava e vai alterar ainda mais.
BrasilSocial
Saturday, October 20, 2012
Saturday, January 21, 2012
META BOLSA FAMILIA PARA 2012
Meta do Bolsa Família é incluir 320.000 pessoas em 2012
Governo vai oferecer vagas em cursos de capacitação para os beneficiários
Luciana Marques
Fila de cadastramento do Programa Bolsa Família em Recife (Alexandro Auler/Jornal do Comércio)
O Palácio do Planalto definiu nesta quinta-feira a meta de inclusão de beneficiários do Bolsa Família para 2012, que prevê a entrega de 320.000 cartões até dezembro. Hoje 13,3 milhões de brasileiros já recebem os recursos, em média de 120 reais por família. O governo também pretende destinar 300.000 vagas em cursos de profissionalização para os beneficiários do programa este ano. Há cursos, por exemplo, para eletricista, auxiliar de cozinha, pintor e jardineiro.
As medidas foram discutidas em reunião ministerial com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília. No encontro, Dilma pediu aos ministros que o programa Brasil sem Miséria amplie o foco nas crianças. “Saímos da reunião com a orientação para que se organizasse uma coordenação entre saúde e educação com outros ministérios para que as ações cheguem às crianças, em especial as de 0 a 5 anos”, disse a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello. No ano passado, 1,3 milhão de crianças e 130.000 gestantes foram incluídas no programa.
O governo também quer ampliar o chamado “federalismo social”, que é a complementação da renda de quem recebe o Bolsa Família por meio de programas dos governos estaduais. Hoje 450.000 pessoas ganham os recursos extras, sendo 250.000 do Rio de Janeiro.
Também participaram do encontro representantes dos ministérios do Planejamento, Fazenda, Saúde, Trabalho, Educação, Desenvolvimento Agrário, Assuntos Estratégicos, Previdência e Casa Civil.
Essa foi a primeira reunião setorial de Dilma com ministros no Palácio do Planalto este ano. À tarde, a presidente reúne os titulares das áreas de saúde e educação. Os encontros são para preparar a reunião com todo o primeiro escalão, marcada para a próxima segunda-feira.
Governo vai oferecer vagas em cursos de capacitação para os beneficiários
Luciana Marques
Fila de cadastramento do Programa Bolsa Família em Recife (Alexandro Auler/Jornal do Comércio)
O Palácio do Planalto definiu nesta quinta-feira a meta de inclusão de beneficiários do Bolsa Família para 2012, que prevê a entrega de 320.000 cartões até dezembro. Hoje 13,3 milhões de brasileiros já recebem os recursos, em média de 120 reais por família. O governo também pretende destinar 300.000 vagas em cursos de profissionalização para os beneficiários do programa este ano. Há cursos, por exemplo, para eletricista, auxiliar de cozinha, pintor e jardineiro.
As medidas foram discutidas em reunião ministerial com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília. No encontro, Dilma pediu aos ministros que o programa Brasil sem Miséria amplie o foco nas crianças. “Saímos da reunião com a orientação para que se organizasse uma coordenação entre saúde e educação com outros ministérios para que as ações cheguem às crianças, em especial as de 0 a 5 anos”, disse a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello. No ano passado, 1,3 milhão de crianças e 130.000 gestantes foram incluídas no programa.
O governo também quer ampliar o chamado “federalismo social”, que é a complementação da renda de quem recebe o Bolsa Família por meio de programas dos governos estaduais. Hoje 450.000 pessoas ganham os recursos extras, sendo 250.000 do Rio de Janeiro.
Também participaram do encontro representantes dos ministérios do Planejamento, Fazenda, Saúde, Trabalho, Educação, Desenvolvimento Agrário, Assuntos Estratégicos, Previdência e Casa Civil.
Essa foi a primeira reunião setorial de Dilma com ministros no Palácio do Planalto este ano. À tarde, a presidente reúne os titulares das áreas de saúde e educação. Os encontros são para preparar a reunião com todo o primeiro escalão, marcada para a próxima segunda-feira.
Friday, January 20, 2012
PRESUPUESTO DE BRASIL PARA 2012
Dilma sanciona lei com orçamento da União para 2012
Receita total estimada é de 2,150 trilhões de reais; refinanciamento da dívida pública será de 655 bilhões de reais
A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que define o orçamento da União para 2012. A receita total estimada é de 2,150 trilhões de reais. A lei foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.
O orçamento fiscal foi fechado em 959 bilhões de reais, enquanto o de seguridade social em 535 bilhões de reais. O refinanciamento da dívida pública será de 655 bilhões de reais.
Aprovado em 23 de dezembro, após intensas negociações, a vontade do governo federal acabou prevalecendo e a peça orçamentária foi acatada sem contemplar os reajustes salariais dos servidores nem o pretendido aumento real dos benefícios das aposentadorias que estão acima do salário mínimo.
Aposentados - Na ocasião, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, tentou impedir a votação, argumentando que só a permitiria se o governo assumisse o compromisso de negociar uma política de reajustes para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo.
Nas conversas com os ministros, Paulinho ouviu a promessa de que a presidente Dilma divulgaria uma carta se dispondo a negociar com os aposentados e reabrir a mesa de negociação a partir de fevereiro. E ainda assim ele resistiu, exigindo um compromisso claro do Executivo para negociar com os aposentados.
(Com Agência Estado)
Receita total estimada é de 2,150 trilhões de reais; refinanciamento da dívida pública será de 655 bilhões de reais
A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que define o orçamento da União para 2012. A receita total estimada é de 2,150 trilhões de reais. A lei foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.
O orçamento fiscal foi fechado em 959 bilhões de reais, enquanto o de seguridade social em 535 bilhões de reais. O refinanciamento da dívida pública será de 655 bilhões de reais.
Aprovado em 23 de dezembro, após intensas negociações, a vontade do governo federal acabou prevalecendo e a peça orçamentária foi acatada sem contemplar os reajustes salariais dos servidores nem o pretendido aumento real dos benefícios das aposentadorias que estão acima do salário mínimo.
Aposentados - Na ocasião, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, tentou impedir a votação, argumentando que só a permitiria se o governo assumisse o compromisso de negociar uma política de reajustes para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo.
Nas conversas com os ministros, Paulinho ouviu a promessa de que a presidente Dilma divulgaria uma carta se dispondo a negociar com os aposentados e reabrir a mesa de negociação a partir de fevereiro. E ainda assim ele resistiu, exigindo um compromisso claro do Executivo para negociar com os aposentados.
(Com Agência Estado)
Monday, November 29, 2010
CENSO 2010 BRASIL POBLACION PASA LOS 190 MILLONES
População do Brasil ultrapassa 190 milhões, mostra Censo 2010
Do UOL Notícias ,Em São Paulo
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na tarde desta segunda-feira (29) os primeiros dados definitivos coletados pelo Censo 2010. Segundo o instituto, o Brasil contava com uma população de 190.732.694 de pessoas em 1º de agosto, quando começou a pesquisa.
CENSO 2010
40,18%crescimento do Amapá, Estado que mais cresceu
4,98%crescimento do Rio Grande do Sul, Estado que menos cresceu
84,35%percentual de população urbana, que, em 2000, era de 81,25%
199,47%foi o crescimento de Balbinos (SP), o município com a maior expansão
-48,63%foi o decréscimo da população de Maetinga (BA), cidade que mais encolheu
IBGE
Em comparação com o Censo 2000 (último levantamento realizado pelo IBGE), ocorreu um aumento de 20.933.524 pessoas. Esse número demonstra que o crescimento da população brasileira no período foi de 12,3%, inferior ao observado na década anterior (15,6% entre 1991 e 2000).
O Censo 2010 mostra também que a população é mais urbanizada que há 10 anos: em 2000, 81% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, agora são 84%. Regiões
Entre as regiões do Brasil, a Sudeste continua sendo a mais populosa, com 80.353.724 pessoas, e Nordeste vem em segundo, com mais de 53 milhões.
"Entre 2000 e 2010, perderam participação as regiões Sudeste (de 42,8% para 42,1%), Nordeste (de 28,2% para 27,8%) e Sul (de 14,8% para 14,4%). Por outro lado, aumentaram seus percentuais de população brasileira as regiões Norte (de 7,6% para 8,3%) e Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%)", diz o IBGE.
Estados
Entre as unidades da federação, São Paulo lidera o ranking com 41.252.160 pessoas. No outro extremo, Roraima é o Estado menos populoso, com 451.227 pessoas.
Em uma década, os maiores percentuais de crescimento foram verificados no Amapá (40,18%), Roraima (39,10%) e Acre (31,44%). Já os menores percentuais ocorreram no Rio Grande do Sul (4,98%), Bahia (7,28%) e Paraná (9,16%).
Municípios
Em relação aos municípios do Brasil, houve mudanças no ranking dos maiores do país. São Paulo continua sendo o mais populoso (com 11.244.369 moradores), seguido de Rio de Janeiro (6.323.037) e Salvador (2.676.606).
Já Brasília pulou de 6º para 4º lugar e Manaus de 9º para 7º. Por outro lado, Belo Horizonte foi de 4º para 6º, Curitiba de 7º para 8º e Recife 8º para 9º.
Homens e mulheres
A população brasileira é composta por 97.342.162 mulheres e 93.390.532 homens. Atualmente existem 95,9 homens para cada 100 mulheres --são 3,9 milhões de mulheres a mais que homens. Em 2000, para cada 100 mulheres, havia 96,9 homens.
Entre os municípios, o que tinha maior percentual de homens era Balbinos (SP); já o que tinha maior percentual de mulheres era Santos (SP).
Os mais velhos
Segundo o Censo 2010, existiam 23.760 brasileiros com mais de 100 anos durante o levantamento. A Bahia é o Estado a contar com mais brasileiros centenários (3.525), seguido de São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597).
O levantamento
A coleta do Censo 2010 durou cerca de quatro meses, durante os quais trabalharam 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores. Segundo o IBGE, foram visitados 67,6 milhões de domicílios nos 5.565 municípios e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência.
A partir do dia 4 de novembro, o IBGE realizou um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado.
Do UOL Notícias ,Em São Paulo
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na tarde desta segunda-feira (29) os primeiros dados definitivos coletados pelo Censo 2010. Segundo o instituto, o Brasil contava com uma população de 190.732.694 de pessoas em 1º de agosto, quando começou a pesquisa.
CENSO 2010
40,18%crescimento do Amapá, Estado que mais cresceu
4,98%crescimento do Rio Grande do Sul, Estado que menos cresceu
84,35%percentual de população urbana, que, em 2000, era de 81,25%
199,47%foi o crescimento de Balbinos (SP), o município com a maior expansão
-48,63%foi o decréscimo da população de Maetinga (BA), cidade que mais encolheu
IBGE
Em comparação com o Censo 2000 (último levantamento realizado pelo IBGE), ocorreu um aumento de 20.933.524 pessoas. Esse número demonstra que o crescimento da população brasileira no período foi de 12,3%, inferior ao observado na década anterior (15,6% entre 1991 e 2000).
O Censo 2010 mostra também que a população é mais urbanizada que há 10 anos: em 2000, 81% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, agora são 84%. Regiões
Entre as regiões do Brasil, a Sudeste continua sendo a mais populosa, com 80.353.724 pessoas, e Nordeste vem em segundo, com mais de 53 milhões.
"Entre 2000 e 2010, perderam participação as regiões Sudeste (de 42,8% para 42,1%), Nordeste (de 28,2% para 27,8%) e Sul (de 14,8% para 14,4%). Por outro lado, aumentaram seus percentuais de população brasileira as regiões Norte (de 7,6% para 8,3%) e Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%)", diz o IBGE.
Estados
Entre as unidades da federação, São Paulo lidera o ranking com 41.252.160 pessoas. No outro extremo, Roraima é o Estado menos populoso, com 451.227 pessoas.
Em uma década, os maiores percentuais de crescimento foram verificados no Amapá (40,18%), Roraima (39,10%) e Acre (31,44%). Já os menores percentuais ocorreram no Rio Grande do Sul (4,98%), Bahia (7,28%) e Paraná (9,16%).
Municípios
Em relação aos municípios do Brasil, houve mudanças no ranking dos maiores do país. São Paulo continua sendo o mais populoso (com 11.244.369 moradores), seguido de Rio de Janeiro (6.323.037) e Salvador (2.676.606).
Já Brasília pulou de 6º para 4º lugar e Manaus de 9º para 7º. Por outro lado, Belo Horizonte foi de 4º para 6º, Curitiba de 7º para 8º e Recife 8º para 9º.
Homens e mulheres
A população brasileira é composta por 97.342.162 mulheres e 93.390.532 homens. Atualmente existem 95,9 homens para cada 100 mulheres --são 3,9 milhões de mulheres a mais que homens. Em 2000, para cada 100 mulheres, havia 96,9 homens.
Entre os municípios, o que tinha maior percentual de homens era Balbinos (SP); já o que tinha maior percentual de mulheres era Santos (SP).
Os mais velhos
Segundo o Censo 2010, existiam 23.760 brasileiros com mais de 100 anos durante o levantamento. A Bahia é o Estado a contar com mais brasileiros centenários (3.525), seguido de São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597).
O levantamento
A coleta do Censo 2010 durou cerca de quatro meses, durante os quais trabalharam 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores. Segundo o IBGE, foram visitados 67,6 milhões de domicílios nos 5.565 municípios e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência.
A partir do dia 4 de novembro, o IBGE realizou um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado.
Thursday, September 9, 2010
O CAPITALISMO VISAO PAPAL
ReligiãoATESTADO PROGRESSISTAEm sua nova encíclica, o papa Bento XVI surpreende ao reconhecer o papel do lucro na produçãoda riqueza e os méritosdo capitalismo globalizadoDesde Leão XIII, autor da encíclica Rerum Novarum, promulgada em 1891, a primeira a tratar do mundo da economia e do trabalho, os papas debruçam-se sobre o tema. Ele entrou na lista de preocupações da Igreja Católica quando as transformações promovidas pela industrialização, entre as quais a criação de uma classe operária que vivia em condições degradantes, começaram a fornecer combustível farto à expansão das ideologias esquerdistas, ateias e anticlericais. Com a derrocada do comunismo, o Vaticano resolveu fustigar o capitalismo, antes alvo apenas periférico de seus documentos. Em meio à crise financeira que abalou os alicerces da economia mundial, Bento XVI fez conhecer na semana passada sua primeira encíclica a respeito do assunto: Caritas in Veritate (A Verdadeira Caridade), com 127 páginas. É a terceira do seu pontificado, iniciado em 2005 – as duas anteriores são Deus Caritas Est, de 2005, em que fala do amor de Deus pelos homens e busca entender as simetrias e assimetrias entre amor carnal e espiritual, e Spe Salvi, de 2007, em que trata do significado da esperança cristã.Caritas in Veritate surpreende porque não demoniza o sistema capitalista. No documento, o papa parte da teologia para abordar aspectos concretos que afetam seu rebanho. Ele diz que, "sem a perspectiva de uma vida eterna, o progresso humano fica privado de respiro". E que um mundo que abdica da religião está condenado a girar em falso, de crise em crise, porque não tem base moral. Mas, pouco afeito ao misticismo, Bento XVI afirma que "a religião precisa sempre ser purificada pela razão". As consequências da falta de Deus no dia a dia, segundo o papa, são a precariedade das condições de trabalho para milhões de pessoas espalhadas pelo planeta, o desemprego galopante, a pobreza e a perda de dignidade. "A sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos", assinala.Ao contrário de seu antecessor, João Paulo II, o atual papa reconhece o papel do lucro como motor da economia e que, nas últimas décadas, milhões de pessoas foram tiradas da pobreza e elevadas aos patamares de bem-estar da classe média. A globalização que não nos faz irmãos é elogiada pelos avanços que trouxe em seu bojo e é vista como um fato incancelável. Bento XVI critica os ecoxiitas e sua visão "neopagã" de que a praga do mundo é o homem e de que o desenvolvimento econômico é nocivo. Ao mesmo tempo, claro, defende o bom uso dos recursos naturais. Elogia as ONGs e seu papel em amenizar o sofrimento de milhões de pessoas. Critica as estruturas burocráticas e dispendiosas das Nações Unidas e propõe que a organização dê mais voz aos países pobres. Engrossa o coro dos que pedem o fim do protecionismo, dos subsídios e subvenções abusivas nos países desenvolvidos.Em todas as passagens, o papa faz questão de afirmar que as sugestões apresentadas pela Igreja teriam consequências positivas para a economia – ou seja, criariam mais riqueza. "A encíclica deixa claro que não há solução, hoje, fora do capitalismo. Durante algum tempo, a Igreja não sabia como lidar com a globalização econômica. Essa encíclica resolve o problema. O desenvolvimento é bom, desde que tenha a humanidade como foco e Deus como fundamento", diz o teólogo Mario de França Miranda, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, que entre 1992 e 2003 integrou a Comissão Teológica Internacional do Vaticano, então presidida pelo cardeal Joseph Ratzinger – hoje Bento XVI.Financistas e empresários às voltas com custos crescentes e lucros descendentes pensam ainda menos em religião. Mas papas às voltas com uma descrença crescente e número de fiéis descendente passaram a pensar mais em questões econômicas, para além daquelas que afetam os cofres de São Pedro. Como o Vaticano não imprime moeda, não estabelece taxas de juros e não tem capacidade para interferir nos mercados, as opiniões de seu chefe pouco ou nada pesam sobre o que ocorre no universo dos financistas, empresários e trabalhadores que deles dependem. Contudo não deixa de ser bom para o rebanho quando as opiniões de um papa ficam mais próximas da realidade, como demonstra essa terceira encíclica de Bento XVI.
Wednesday, July 14, 2010
AGRICULTORES FAMILIARES
TEMAS SOCIALES: AGRICULTORES FAMILIARES
Los agricultores familiares del Programa de Adquisición de Alimentos (PAA), del Ministerio del Desarrollo Social y Combate al Hambre de Brasil (MDS), tienen motivos para celebrar.A partir de octubre, ellos van a recibir ese recurso con reajuste, que puede llegar hasta 157%. Los nuevos valores, que antes variaban de 3,5 a 7 mil reales, quedaran entre 4,5 y 9 mil reales. El reajuste va a beneficiar 118 mil agricultores de todo el País. Ellos producen 27,6 mil toneladas de alimentos por mes, que son distribuidas a 24.389 entidades de asistencia social de 2.378 municipios.El Secretario Nacional de Seguridad Alimentaria y Nutricional del MDS, Crispin Moreira, destaca la importancia del aumento. “La medida va perfeccionar las acciones del programa, sobretodo garantizando trabajo y renta a los agricultores familiares que abastecen las familias consumidores en las ciudades.”El reajuste salió por medio del Decreto 6.695, firmado por el Presidente Luiz Inacio Lula da Silva y publicado en el la Gaceta Oficial de la Unión el pasado día 16. El documento fija en 4,5 mil reales el valor máximo que el agricultor familiar puede recibir por año vendiendo para las modalidades compra con adopción simultánea y compra directa local. Antes eran 3,5 mil reales, mismo valor pago por semestre para el productor de leche, que recibirá ahora 4 mil reales. La modalidad compra directa para distribución de alimentos o formación de de stock publico subió para hasta 8 mil reales por año y para alimentación escolar paso a 9 mil reales.Para garantizar el pagamento, el MDS recibió crédito suplantar de 127 millones de reales y aguarda aprobación de proyecto de ley en el valor de 23 millones de reales. El presupuesto del programa para 2009 es de 732 millones de reales, de los cuales 599 millones de reales son del MDS y 133 millones de reales del Ministerio del Desarrollo Agrario (MDA).
Los agricultores familiares del Programa de Adquisición de Alimentos (PAA), del Ministerio del Desarrollo Social y Combate al Hambre de Brasil (MDS), tienen motivos para celebrar.A partir de octubre, ellos van a recibir ese recurso con reajuste, que puede llegar hasta 157%. Los nuevos valores, que antes variaban de 3,5 a 7 mil reales, quedaran entre 4,5 y 9 mil reales. El reajuste va a beneficiar 118 mil agricultores de todo el País. Ellos producen 27,6 mil toneladas de alimentos por mes, que son distribuidas a 24.389 entidades de asistencia social de 2.378 municipios.El Secretario Nacional de Seguridad Alimentaria y Nutricional del MDS, Crispin Moreira, destaca la importancia del aumento. “La medida va perfeccionar las acciones del programa, sobretodo garantizando trabajo y renta a los agricultores familiares que abastecen las familias consumidores en las ciudades.”El reajuste salió por medio del Decreto 6.695, firmado por el Presidente Luiz Inacio Lula da Silva y publicado en el la Gaceta Oficial de la Unión el pasado día 16. El documento fija en 4,5 mil reales el valor máximo que el agricultor familiar puede recibir por año vendiendo para las modalidades compra con adopción simultánea y compra directa local. Antes eran 3,5 mil reales, mismo valor pago por semestre para el productor de leche, que recibirá ahora 4 mil reales. La modalidad compra directa para distribución de alimentos o formación de de stock publico subió para hasta 8 mil reales por año y para alimentación escolar paso a 9 mil reales.Para garantizar el pagamento, el MDS recibió crédito suplantar de 127 millones de reales y aguarda aprobación de proyecto de ley en el valor de 23 millones de reales. El presupuesto del programa para 2009 es de 732 millones de reales, de los cuales 599 millones de reales son del MDS y 133 millones de reales del Ministerio del Desarrollo Agrario (MDA).
BANCO DE ALIMENTOS
TEMAS SOCIALES: BANCO DE ALIMENTOS
Las entidades que recaudan alimentos y distribuyen para quien necesita cuentan con un importante Programa del Gobierno de Brasil: el Banco de Alimentos, una acción integrada al Hambre Cero.
El Banco de Alimentos es una iniciativa de abastecimiento y seguridad alimentar del Ministerio de Desarrollo Social y Combate al Hambre en unión con Municipios de más de 1000.000 habitantes. Su objetivo es recaudar alimentos, provenientes de donaciones, por medio de la articulación con el sector alimenticio ( industrias, automercados, minoristas, ferias, centrales de abastecimiento y otros).
En cada uno de los Bancos los productos son recibidos, seleccionados, separados en porciones, elaborados o no, empaquetados y distribuidos gratuitamente a las entidades asistenciales, como una forma de complementación a las refecciones diarias de la población asistida. En contraposición, las entidades atendidas por los Bancos de Alimentos participan de actividades de capacitación en educación de alimentos para que el conocimiento sea retransmitido a la comunidad.
El Ministerio de Desarrollo Social y Combate al Hambre apoya proyectos de implantación o modernización de Bancos de Alimentos por medio de ayuda financiera a proyectos de construcción, reforma y adaptación de instalaciones prediales, adquisición de equipos, materiales permanentes y materiales de consumo nuevos. Los estados, municipios y el Distrito Federal, interesados deben participar por medio de inscripción en el Edictal de Selección Pública, en atención a los criterios técnicos presentados y elaboración de proyecto, según el Manual Implantación del Programa.
Actualmente son 104 entidades de Bancos de Alimentos localizadas en 102 municipios de 19 Estados, siendo 62 unidades ya en funcionamiento, totalizando más de R$ 26 millones transferidos desde 2003. Otras 42 ya recibieron recursos y están en la etapa de construcción / implantación. En 2008, las unidades en funcionamiento distribuyeron aproximadamente 20 mil toneladas de alimentos , beneficiando cerca de 2.700 entidades asistenciales.
Las entidades que recaudan alimentos y distribuyen para quien necesita cuentan con un importante Programa del Gobierno de Brasil: el Banco de Alimentos, una acción integrada al Hambre Cero.
El Banco de Alimentos es una iniciativa de abastecimiento y seguridad alimentar del Ministerio de Desarrollo Social y Combate al Hambre en unión con Municipios de más de 1000.000 habitantes. Su objetivo es recaudar alimentos, provenientes de donaciones, por medio de la articulación con el sector alimenticio ( industrias, automercados, minoristas, ferias, centrales de abastecimiento y otros).
En cada uno de los Bancos los productos son recibidos, seleccionados, separados en porciones, elaborados o no, empaquetados y distribuidos gratuitamente a las entidades asistenciales, como una forma de complementación a las refecciones diarias de la población asistida. En contraposición, las entidades atendidas por los Bancos de Alimentos participan de actividades de capacitación en educación de alimentos para que el conocimiento sea retransmitido a la comunidad.
El Ministerio de Desarrollo Social y Combate al Hambre apoya proyectos de implantación o modernización de Bancos de Alimentos por medio de ayuda financiera a proyectos de construcción, reforma y adaptación de instalaciones prediales, adquisición de equipos, materiales permanentes y materiales de consumo nuevos. Los estados, municipios y el Distrito Federal, interesados deben participar por medio de inscripción en el Edictal de Selección Pública, en atención a los criterios técnicos presentados y elaboración de proyecto, según el Manual Implantación del Programa.
Actualmente son 104 entidades de Bancos de Alimentos localizadas en 102 municipios de 19 Estados, siendo 62 unidades ya en funcionamiento, totalizando más de R$ 26 millones transferidos desde 2003. Otras 42 ya recibieron recursos y están en la etapa de construcción / implantación. En 2008, las unidades en funcionamiento distribuyeron aproximadamente 20 mil toneladas de alimentos , beneficiando cerca de 2.700 entidades asistenciales.
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